sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Every Night.



            Todas as noites me pergunto a onde estás. Se anda pensando em mim, ou se já esqueceu o toque dos meus lábios. Ando pensando se está com outra e se estiver, se ela foi tudo o que não fui.
            O que eu não fui? Uma menina ou uma mulher? Uma amiga ou uma amante? Fui rápida demais? Ou devagar... E se fui, por que não me alertou? Se não me alertou foi por que não me queria mais? Se sim, por que não me queria? Se não, por que me deixou ir...
           Quando virou as costas pra mim, meu coração quebrou, meu mundo já não fazia mais sentido, já não havia mais ar, já não havia mais sol, já não havia mais cor, já não havia mais beleza, já não havia mais nada. Simplesmente a lembrança dos teus lábios nos meus, da tua pele na minha, das palavras de afecto que eu dizia, das músicas. Ah, as músicas, uma par cada momento, uma para cada lágrima, uma para cada sorriso, uma para cada olhar. Cada melodia, cada letra, cada palavra. Cada música uma lembrança, ora boa ora ruim. Cada lembrança que me leva a você. Cada lembrança que me leva a pensar todas as noites a onde tu estás.

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